Derrotar Trump e o bolsonarismo!

Enfrentar o imperialismo e seus lacaios da extrema direita com um programa socialista e a força da classe trabalhadora!
Donald Trump representa um dos sintomas mórbidos de um capitalismo em crise e uma classe capitalista disposta a tudo para manter seus privilégios, poder e domínio.
Buscando manter a hegemonia imperialista dos EUA contra rivais que ameaçam ocupar esse lugar, como o capitalismo chinês, as impressões digitais de Trump podem ser encontradas em todas as grandes catástrofes e mazelas sociais, humanitárias e ecológicas que vemos mundo afora nos dias de hoje.
Do genocídio do povo palestino em Gaza aos milhares de mortos da guerra na Ucrânia; dos centros de detenção de imigrantes nos EUA aos campos de prisioneiros deportados em El Salvador; dos navios de guerra enviados à costa venezuelana no Caribe ao endurecimento do bloqueio a Cuba; do uso repressivo de tropas federais em cidades estadunidenses ao apoio à extrema direita golpista e reacionária na América Latina e no mundo – o trumpismo levou a agressividade imperialista a um patamar qualitativamente superior.
Não haverá solução para nenhuma dessas mazelas sem a derrota do imperialismo estadunidense e essa derrota não virá sem a unidade da luta dos oprimidos e da classe trabalhadora em todo o mundo e em luta por uma alternativa ao capitalismo em crise.
Guerra comercial como arma política
Parte da política imperialista de Trump é a promoção de uma guerra comercial que visa beneficiar a classe capitalista estadunidense em detrimento dos trabalhadores desse país e dos povos do mundo. Serve também como arma política para impor a subserviência aos interesses estadunidenses.
A imposição de tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras aos EUA foram anunciadas como tendo o objetivo político explícito de impedir a condenação de Bolsonaro e favorecer a extrema direita no Brasil. Além do que foi dito, visa evidentemente aprofundar as condições de dominação do grande capital imperialista sobre a economia brasileira.
A resposta dos trabalhadores e do povo brasileiro deve ser a luta e resistência e deve ser construída nos mesmos marcos da luta internacional em defesa do povo palestino massacrado em Gaza e dos povos do mundo que lutam contra as guerras, a militarização, os ataques aos direitos, o racismo e todo tipo de opressão.
A dominação imperialista sobre o Brasil não é uma novidade, ela marcou a formação histórica, social, econômica e política do país e sempre contou com a colaboração da classe dominante brasileira. Nesse momento, as tentativas de aprofundamento dessa subordinação ao imperialismo em meio às novas condições da disputa internacional pela hegemonia global, representam uma ameaça que precisa ser rechaçada não apenas em palavras, mas em ações concretas.
Bolsonarismo é cúmplice
O bolsonarismo e a extrema direita brasileira em geral são cúmplices e articuladores diretos desse ataque. Eles são a expressão, na periferia do sistema, do mesmo fenômeno vil e repugnante de onde surgiu Trump. São instrumentos úteis ao imperialismo e ao grande capital hoje.
O governo Lula, por sua vez, para além da retórica crítica à postura de Trump, aposta no “bom senso”, nas negociações e segue na política externa a mesma linha de sua política doméstica: busca da conciliação e de acordos, sem enfrentar os problemas pela raiz, e apostando nas instituições e não na mobilização popular e dos trabalhadores.
A esquerda socialista brasileira e internacional deve levantar um programa de ação capaz de mobilizar a classe trabalhadora e construir uma resposta efetiva contra Trump, o capitalismo e o imperialismo partido das seguintes premissas:
- Enfrentar os ataques do imperialismo estadunidense com a força organizada e mobilizada da classe trabalhadora! Levantar um programa socialista como alternativa dos trabalhadores ao capitalismo e imperialismo!
- Unidade na luta dos trabalhadores e povos oprimidos da América Latina contra os ataques de Trump e contra a extrema direita. Fora as forças militares estadunidenses em terra, mar e ar da América Latina. Derrotar a extrema direita de Milei, Noboa, Kast e demais serviçais da classe capitalista e do imperialismo. Solidariedade, unidade e apoio à resistência dos trabalhadores e oprimidos estadunidenses contra Trump.
- Nenhuma ilusão no papel do capitalismo e imperialismo chinês e seus aliados. Confiar na luta independente da classe trabalhadora e lutar por uma alternativa socialista internacional.
- Punição e prisão aos golpistas e lacaios de Trump entre os políticos, empresários e membros das forças armadas. Expropriação das empresas que financiaram e sustentaram os planos golpistas.
- Defender postos de trabalho afetados pelas tarifas e outros ataques. Nenhuma demissão, estatização com controle dos trabalhadores das empresas que ameaçam demitir ou fechar as portas. Fim da escala 6X1, redução da jornada de trabalho sem redução de salários e direitos. Revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária promovidas por Temer e Bolsonaro e mantidas por Lula.
- Dinheiro público para os serviços públicos, para os trabalhadores e pequenos negócios afetados e não para os grandes empresários e o agronegócio. Não ao arcabouço fiscal e às políticas de cortes e austeridade. Não à contrarreforma administrativa. Não às privatizações com apoio do BNDES e governo federal. Reestatização das empresas privatizadas e uma Petrobras 100% estatal com controle dos trabalhadores. Controle público estatal sobre as terras raras e minérios estratégicos.
- Controle de câmbio e da remessa de lucros das empresas multinacionais. Desmonte do sistema da dívida pública com auditoria e não pagamento aos grandes tubarões capitalistas. Estatização do sistema financeiro e setores chave da economia com controle dos trabalhadores.















