Todo apoio à ocupação da reitoria da USP e à luta por permanência estudantil e contra a precarização!

Ocupação da reitoria da USP

Na quinta-feira (07/05), os estudantes da USP decidiram ocupar a reitoria da universidade. Mas por que o movimento tomou esta decisão? Desde meados de abril, no bojo de uma série de lutas de diversos setores do serviço público,  estudantes e trabalhadores da USP iniciaram um forte movimento com importantes demandas por melhores condições de trabalho, estudo e assistência social necessários ao desenvolvimento da formação científica. 

Os estudantes corretamente lutam contra a precarização crescente da estrutura universitária e da assistência social, pela desterceirização dos bandejões, melhorias no sistema de transporte na universidade e incremento nos auxílios permanência integral e parcial da universidade PAPFE (R$885,00), exigindo um salário mínimo paulista (R$1804,00). Os trabalhadores lutam por melhores condições de trabalho e aumento salarial compatível com as perdas inflacionárias de 15% no último período, bem como criticam o abono de R$4500,00 destinado aos professores. 

Com atos massivos dentro e fora da universidade, atividades integradas e muito barulho contra a reitoria de Aluísio e o governo de São Paulo,  as duas categorias juntas conseguiram arrancar conquistas parciais importantes, como melhoria no sistema interno de transportes, bonificação para os trabalhadores e acordo para melhoria em outras condições materiais do CRUSP (moradia estudantil) entre outros. Nesse meio tempo, liderados pelo Sintusp (Sindicato dos trabalhadores da USP), os servidores decidiram sair da greve, mas, corretamente, continuar o apoio político aos estudantes que seguem em greve pelo atendimento de todas as suas reivindicações, sobretudo pelo auxílio PAPFE de 1 salário mínimo Paulista – questão central para a sobrevivência para importante parcela dos alunos. 

Por meio do  DCE-USP, os estudantes seguiram com as negociações com a reitoria. Em uma dessas mesas de negociação, o reitor da universidade simplesmente não compareceu, mostrando pouco caso com o movimento. Noutra oportunidade, a reitoria propôs um irrisório aumento de R$27,00 para o auxílio integral e de míseros R$5,00 para o auxílio parcial. Com o alto custo de vida no estado de São Paulo e também na capital paulista, tal proposta soa como um desrespeito aos estudantes que decidiram, com apoio dos servidores, intensificar sua luta com piquetes e mais barulho dentro e fora da comunidade acadêmica. Nesse ínterim, a reitoria simplesmente decidiu, sem dar qualquer satisfação aos estudantes, encerrar o processo de negociação com o DCE-USP, fechando qualquer canal de diálogo com lutadoras e lutadores, ameaçando inclusive punir os estudantes academicamente com a continuidade do calendário de aulas e não-reposição dos dias parados até aqui. 

Por essa razão, foi convocado para quinta-feira, 07 de maio, às 14 horas um ato político em frente à reitoria, um chamado a todas as pessoas que constroem a USP, para pressionar o reitor à voltar à mesa de negociações. Diante da negativa de seus mandatários, os estudantes decidiram, democraticamente em assembleia, ocupar a reitoria desta universidade para pressionar ainda mais a reitoria a reabrir as negociações em torno da pauta de reivindicações com foco no auxílio PAPFE de um salário mínimo paulista. Nesse momento, representados pelo DCE, mas também pelas mais diversas forças políticas e a maioria dos cursos de graduação, os  estudantes da USP capital  ocupam o prédio da reitoria com atividades políticas, artísticas, esportivas, exigindo o justo atendimento de suas pautas. Acrescente-se a isso que o CRUESP – órgão representativo das 3 universidades paulistas – fez, para os servidores da USP, UNESP e UNICAMP, a vergonhosa proposta de 3,47% de reajuste salarial, quase 5 vezes menos que as perdas salariais do último período, que somam  por volta de 15%. Assim, para além do forte movimento estudantil que ora ocupa a reitoria da USP, os trabalhadores dessas 3 universidades decidiram por nova paralisação para este dia 11/05, com ato político de servidores e estudantes às 13 hrs, em frente a reitoria da Unesp, em São Paulo. A LSR – Liberdade, Socialismo e Revolução apoia ativamente a luta dos estudantes e servidores das universidades estaduais paulistas, por salário, por permanência digna, contra a precarização da universidade e por respeito às categorias em luta.

  • Pelo reajuste de 15% para todos os servidores!
  • Pelo auxílio PAPFE no valor de um salário mínimo paulista!
  • Por uma permanência digna para todos os estudantes que precisam!
  • Pela reabertura imediata das negociações entre DCE-USP e reitoria!

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