Socialistas contra a máquina de guerra imperialista

Campanha da Alternativa Socialista Internacional contra a guerra e o militarismo
O capitalismo mundial entrou definitivamente em uma nova era. Embora a violência e a opressão sempre tenham sido parte integrante desse sistema, a luta pelo poder global e a imensa crise múltipla do capitalismo levaram o militarismo e a guerra de volta ao centro da política imperialista.
Os gastos militares globais estão ultrapassando níveis históricos. Governo após governo está tomando medidas para inflar o tamanho de suas forças armadas. A propaganda nacionalista se intensificou. Estamos em um período em que as elites mundiais estão afiando suas facas em uma luta cada vez mais aberta pelo controle direto dos recursos e pela influência.
Não há nenhuma região do mundo hoje livre das marcas sangrentas desse “novo normal”. Das alturas espantosas do ataque genocida na Palestina à carnificina alimentada pelo imperialismo na guerra civil sudanesa, do moedor de carne ucraniano à guerra de Trump contra a Venezuela e à brutal realidade contínua do neocolonialismo, nenhum lugar está seguro. Quer os escritórios dos responsáveis estejam em Washington, Pequim, Moscou, Bruxelas ou em qualquer outro lugar, pouco importa para o resultado, que é morte, fome, deslocamento e miséria.
Grande parte dessa descrição poderia ter sido tirada de mais de um século atrás. Escrevendo naquela época em seu livro ‘Imperialismo: fase superior do capitalismo’, o líder revolucionário russo Vladimir Lenin descreveu nesses termos a luta pelo poder que levou à primeira grande guerra mundial imperialista – “uma guerra pela partilha do mundo, pela divisão e redistribuição de colônias e esferas de influência”. Qualquer grande conflito hoje teria que ser explicado de forma semelhante.
Mas isso não precisa ser assim. A agenda da classe dominante não pode ser cumprida sem a submissão forçada de bilhões de trabalhadores e jovens em todo o mundo. Movimentos poderosos contra a guerra e o imperialismo foram construídos no passado, sendo os mais poderosos aqueles ligados à derrubada revolucionária do capitalismo em favor do socialismo mundial. Em especial tivemos a Revolução Russa de 1917, que tinha esses objetivos em seu cerne e que pôs fim ao massacre em massa da Primeira Guerra Mundial, inspirando uma onda revolucionária global que abalou os alicerces do militarismo, da guerra e do imperialismo.
Construir o movimento contra a guerra!
A situação atual clama por tal movimento. Indícios de seu potencial já estão presentes. Desde o desenvolvimento de greves políticas como parte do movimento global de solidariedade à Palestina até as greves estudantis contra o serviço militar obrigatório na Alemanha, trabalhadores e jovens estão claramente dispostos a lutar. É por isso que a Alternativa Socialista Internacional está lançando uma nova campanha internacional contra a guerra e o militarismo.
O objetivo da campanha é desempenhar um papel na construção de um movimento mais amplo e, fundamentalmente, abrir uma discussão sobre quais estratégias, táticas e programa ele deve almejar. Um movimento antiguerra capaz de parar a máquina de guerra imperialista deve se basear na auto-organização das massas trabalhadoras, independente de TODO o imperialismo e de TODOS os partidos capitalistas, seus políticos e suas agendas. Ele precisa empunhar as armas da classe trabalhadora – ação coletiva de massas, greves e o desenvolvimento de nossas próprias forças políticas. Não deve se limitar a fronteiras nacionais ou regionais em oposição a algumas potências imperialistas, mas sim construir uma luta internacional para desferir um golpe contra todo o imperialismo. Mais importante ainda, qualquer movimento anti-imperialista e antiguerra bem-sucedido deve estar enraizado na luta pela revolução socialista contra a fonte de todo o problema – o capitalismo.
As seções da ASI já vêm ajudando a fomentar a resistência. Toda a Internacional colocou seu peso no imenso movimento global de solidariedade com a Palestina nos últimos anos. Vinculamos essa luta à necessidade de nos opormos a todas as guerras imperialistas e ao militarismo, na medida em que governos em todo o mundo intensificam a propaganda nacionalista e o belicismo.
Na Alemanha, desempenhamos um papel em diferentes cidades, organizando estudantes contra a reintrodução do serviço militar obrigatório e enfatizando a importância dessa luta dentro do Die Linke. Na Suécia, nossa organização tem atuado ativamente na construção da campanha “Não à OTAN” e agora do movimento “Rebelião de Setembro” contra o governo de direita, incluindo suas políticas militaristas. No Brasil, nossos membros têm participado de debates recentes sobre a esquerda latino-americana e atuado em defesa de uma luta contra o imperialismo e a guerra baseada na classe trabalhadora. Na Nigéria, temos atuado no movimento sindical, defendendo uma alternativa socialista clara das massas trabalhadoras ao regime de Tinubu, ao terrorismo e à intervenção militar imperialista. Nos Estados Unidos, a Socialist Alternative tem feito campanhas estabelecendo a ligação entre os crimes militares de Trump no exterior e sua guerra cada vez mais violenta da polícia de imigração (ICE) contra os trabalhadores e jovens no país.
Nos próximos meses, a ASI dará início a esta campanha com uma turnê internacional de palestras com militantes socialistas revolucionários antiguerra falando em reuniões ao redor do mundo. Os detalhes serão publicados aqui em nosso site internacional – internationalsocialist.net – e nos sites de nossas várias seções. Já lançamos uma importante nova edição de nossa revista teórica internacional ‘Marxismo Internacional’ sobre esses temas – assine ou compre um exemplar aqui. Também produziremos uma série de materiais adicionais e análises marxistas que aprofundam os temas contra a guerra e o militarismo.
Se você estiver interessado em se juntar à campanha e à luta por um mundo livre de guerra e exploração, participe de uma de nossas reuniões ou inscreva-se hoje mesmo para se juntar à ASI em seu país.















