Chega de conciliação – derrotar nas ruas o Centrão e a extrema direita!

Conquistar com luta a taxação dos super-ricos e o fim da escala 6X1!Não aos cortes e ataques do novo arcabouço fiscal!Por um plano unitário de lutas com greves e mobilização de massas!

Agora não tem mais como negar. A política de acordos e conciliação com o Centrão, promovida pelo governo Lula, fracassou rotundamente.

Despencou com ela a ilusão de que seria possível convencer amigavelmente os endinheirados desse país a abrir mão de uma pequena parte de seus privilégios para beneficiar a vasta maioria do povo.

Se o Centrão no Congresso derrubou um moderado decreto presidencial que elevava o IOF, mesmo o governo tendo aceitado atenuar ainda mais seu projeto original, imaginem o que acontecerá quando na pauta estiverem medidas muito mais efetivas de combate à desigualdade.

O aumento do IOF era parte da política de ajuste fiscal do governo. Seu objetivo era aumentar a arrecadação sobre algumas operações financeiras, mas sem que o governo deixasse de insistir em promover cortes inaceitáveis em áreas sociais.

Tudo isso para cumprir o arcabouço fiscal que estrangula as contas públicas e impõe sacrifícios ao povo por meio dos cortes e ataques aos serviços e investimentos públicos.

Mas, nem isso foi aceito pela “Faria Lima” e seus representantes que compõem a maioria do Congresso.

Eles querem mais cortes de gastos sociais, querem a desvinculação das aposentadorias com o salário mínimo, querem o fim do piso constitucional para a saúde e educação, querem a contrarreforma administrativa e todo o resto de sua nefasta agenda de ataques.

Ao mesmo tempo, não admitem que se toque nas emendas impositivas e toda sorte de corrupção e aliciamento decorrentes delas.

Também não querem que se mexa no “sacrossanto” sistema da dívida pública, cuja rolagem, pagamento de juros e amortizações, representam cerca de metade de todo o orçamento federal. A maior parte desses recursos serve apenas para garantir os super lucros especulativos de um punhado de investidores.

Os grandes tubarões capitalistas devem pagar

Enquanto isso, a maioria do povo continua sofrendo com a precarização do trabalho, baixos salários, superexploração, degradação dos serviços públicos, educação, saúde, transporte, das condições de moradia, etc.

A luta pelo fim da escala 6X1 despertou em milhões de  trabalhadores uma  esperança de melhoria das condições de  vida. Reduzir a jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem reduzir salários e sem flexibilizar direitos, representaria uma enorme conquista.

Mas, quem vai pagar por isso, perguntam aqueles que ganham milhões sem trabalhar, apenas explorando o trabalho alheio. Perguntam ou compram a voz dos comentaristas econômicos da grande mídia. São os mesmos que questionam quem vai pagar por investimentos maciços em saúde e educação e na garantia dos direitos sociais.

Nós respondemos: os super-ricos, que representam apenas 1% da população e concentram 63% da riqueza nacional, devem pagar.

Taxar os super ricos e isentar os salários até 5 mil reais do pagamento de imposto de renda representa um passo na direção de justiça tributária. Mas, junto com isso é preciso que se garanta o fim do arcabouço fiscal do governo e sua política de cortes e de austeridade.

Luta pra valer!

Essas conquistas não serão obtidas através de conversas, negociações e acordos no Congresso ou mesmo no STF. Muito menos nas salas acarpetadas das entidades empresariais e de banqueiros. Elas só poderão ser obtidas como fruto da luta direta de milhões de trabalhadores.

Os grandes capitalistas e seus representantes no Congresso e até mesmo dentro do governo terão que ser derrotados para que essas conquistas sejam obtidas.

As manifestações de 10 de julho devem ser vistas como um passo inicial dessa luta. Estamos nas ruas para lutar de forma unitária pelo fim da escala 6X1, pela taxação dos super-ricos, contra o PL da devastação ambiental e contra as políticas contra o povo promovidas pela direita (Centrão e bolsonarismo) no Congresso.

É muito positivo que tenha havido uma convocação unitária de vários setores para essa mobilização. Mas, é preciso mais!

É preciso que o movimento seja organizado de forma unitária e democrática. É preciso colocar mais gente nas ruas e em mais cidades. É preciso organizar a luta em cada local de trabalho, moradia e estudo. É preciso unir as lutas em curso dos diferentes setores e utilizar os métodos de luta da classe trabalhadora, com greves e ações de massas.

É preciso também que o movimento mantenha uma postura de independência em relação ao governo para que possa inclusive resistir contra ataques resultantes das políticas de austeridade, privatizações, etc. Nossa luta não deve limitar-se a ser um instrumento de pressão para que o governo negocie em melhores condições com o Centrão e a direita.

Queremos mais e podemos conquistar muito mais se estivermos mobilizados em torno de nossas pautas e com independência de classe.

Partindo das bandeiras unitárias, poderemos começar a levantar toda uma agenda de lutas da classe trabalhadora e dos oprimidos neste país, mudando a correlação de forças e derrotando a direita, extrema-direita e superando aqueles que se adaptam à injusta ordem atual.

Na luta poderemos apostar na construção de uma alternativa de esquerda anticapitalista e socialista!

Junte-se a nós nessa luta!

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