Portuários de todo o mundo em greve contra a guerra e o militarismo

Nesta sexta-feira, 30 de outubro, trabalhadores portuários em todo o mundo estarão em greve. Em pelo menos 111 portos de pelo menos 22 países diferentes, os trabalhadores portuários participarão do que se espera que seja uma das maiores ações de greve internacional coordenadas da história. O objetivo é enviar uma mensagem contundente de que se recusam a participar de guerras e genocídios. Isso inclui portos ao redor do Mediterrâneo, bem como em outras partes do mundo, como México, Estados Unidos, Índia e Irlanda.

A greve compõe  o segundo grande dia de ação internacional organizado pelos trabalhadores portuários em todo o mundo neste ano. O primeiro ocorreu em fevereiro, com greves em 20 portos em sete países diferentes ao redor do Mediterrâneo, exigindo que os portos fossem mantidos livres de qualquer envolvimento em guerras e que fossem bloqueados todos os embarques de armas para Israel. A ação de fevereiro foi um sucesso e seu alcance promete agora ser multiplicado.

O transporte marítimo é responsável por até 90% de todas as mercadorias transportadas mundialmente e, portanto, é uma parte crucial do sistema capitalista global. É por isso que os trabalhadores portuários têm um papel vital a desempenhar na luta contra o capitalismo, incluindo a luta contra a guerra, uma vez que podem interromper o embarque de armas e equipamentos militares. Desde que a atual guerra genocida de Israel contra Gaza eclodiu, há três anos, os trabalhadores portuários realizaram, em várias ocasiões, grandes greves internacionais e bloqueios de armas destinadas a serem enviadas a Israel a partir de outros países.

Um dia coordenado de greve envolvendo trabalhadores portuários de tantos portos diferentes em vários países envia um sinal poderoso de que os trabalhadores do mundo se recusam a fazer parte da guerra, do belicismo e do genocídio. Eles também demonstram a força da classe trabalhadora por meio da luta conjunta.

Por meio do slogan “Portos pela paz – empregos com dignidade”, a luta contra as guerras imperialistas também está ligada às reivindicações por salários mais altos, emprego estável, locais de trabalho seguros e o direito à negociação coletiva. A resistência ao imperialismo e à opressão está entrelaçada com a resistência à privatização, à deterioração das condições de trabalho, aos baixos salários e a outras formas de exploração, assim como à busca extrema pelo lucro às custas da vida e da saúde dos trabalhadores.

A greve coincide com uma greve de 24 horas na Itália convocada pela Unione Sindacale di Base (USB) contra o governo de direita de Meloni, que faz parte de uma onda mais ampla de lutas em toda a Europa. O dia global de greve em 30 de outubro poderá marcar um novo e importante passo à frente na luta coletiva da classe trabalhadora internacional contra a opressão e a guerra, e em prol do bem-estar e da solidariedade internacional.

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