PUC-Campinas: Pela rematrícula dos inadimplentes e assistência estudantil
O início do ano na PUC-Campinas foi marcado pela luta em torno da rematrícula dos inadimplentes. Travamos esta luta desde os primeiros dias de janeiro, quando panfletamos nos dias de negociação financeira com os estudantes.
Conseguimos, junto ao esforço de outros estudantes, organizar um pequeno ato no dia do CONSUN (Conselho Universitário), com a proposta de pautar a necessidade de rematrícula imediata dos inadimplentes.
Mas o que ocorreu é que o campo majoritário do DCE (formado pelo PT e outros partidos de direita, como PSB e alguns independentes) não está interessados neste tipo de ação. Interessam-se mais em aparecer como figuras públicas, diante do reitor, e dos jornais campineiros.
Militamos junto com um coletivo de estudantes, “Nadando Contra a Corrente”. A proposta do coletivo, tirada no seminário que realizamos ainda em janeiro, é ter como foco central as lutas em torno da assistência estudantil (envolvendo a luta pela rematrícula, pela baixa dos preços no xérox, da alimentação, etc.).
Neste último período conseguimos rearticular o coletivo, chamando uma reunião com os estudantes interessados em discutir o tema da assistência estudantil para o fim de março. Com isso, nossa intenção é iniciar uma luta pela garantia da rematrícula e da permanência dos estudantes na universidade.
Frente de Luta Contra a Reforma Universitária
Outra tarefa fundamental é construir a Frente de Luta Contra a Reforma Universitária e para isso é preciso juntar as forças de oposição já existentes (o coletivo e outros estudantes que, de uma maneira mais tímida, se contrapõem aos rumos da educação) dialogando com a maioria dos estudantes.
O foco da nossa atuação é organizar as lutas pela via do coletivo – onde encontramos companheiros nesta nossa caminhada – e a partir daí buscar neutralizar as ações contrárias da chapa majoritária que compõe o DCE da PUC-Campinas. Também atuamos no centro acadêmico de psicologia, onde compomos a chapa “Psico em lut@” (em luto pela demissão dos professores e em luta pela falta de democracia na universidade) junto com independentes, nas eleições que ocorrerão também no fim de março.
Neste espaço, buscamos atuar enquanto membros do coletivo “nadando contra a corrente”, chamando os estudantes para as lutas em torno da assistência estudantil.
A proposta a partir de agora é discutir e organizar ações contra a falta de democracia da universidade, em especial da direção da faculdade de psicologia, denunciar o sindicato pelego, a APROPUCC, dirigida pelo PCdoB, que votou a favor das demissões e fez vistas grossas em todo este processo, lutar contra o fechamento dos cursos (Terapia Ocupacional, Turismo noturno e Fono) e a mercantilização do ensino, tudo isso atrelado a uma luta contra as políticas neoliberais implementadas no Estado e em todo o país.